No Natal do ano passado, embalado pelo clima consumista desenfreado tão comum da época, me dei de presente um Wii.
Foi até estranho comprar um videogame, pois o último que tive foi um Super Nintendo, que parei de jogar há pelo menos uns 10 anos atrás. Desde então, o jogador compulsivo que reside neste corpo, ficou adormecido, indiferente e apático à geração PlayStation e seus jogos 3D enormes e chatos.

Meu histórico de jogador começou na infância, com o saudoso Atari. Minha mãe realizou nosso sonho, meu e da minha irmã, de ter um videogame. O console era caro, e os jogos também. Então a mãe alugava cartuchos (é, os jogos vinham em cartuchos) numa lojinha chamada Cobra Video, e nós tínhamos 24 horas para aproveitar ao máximo o joguinho da vez.
Teve um dia que a mãe trouxe, sem saber o que era, o jogo X-man. Era um jogo, digamos, pornográfico. Se é que alguém pode excitar-se com retângulos coloridos… Mas eu era criança e aquele foi provavelmente o meu primeiro contato com algo do gênero. Chamei os vizinhos e, de olhos arregalados, vibrávamos e ríamos muito nas cenas de “bônus” ao final de cada labirinto, quando o retângulo masculino brincava com a retângula feminina :) Com a barulheira que fizemos, logo a mãe percebeu que tinha algo errado e quando viu o que era, arrancou o cartucho (sem desligar o videogame — isso era muito ruim) e depois de brigar conosco, foi enfurecida na loja brigar com o atendente, por ter lhe dado aquele jogo sujo. E viva os anos 80! \o/
Fotos do X-man
Jogue o X-man pelo navegador
Anos depois, ganhamos um nintendinho (NES, 8 bits). Ele tinha dois botões no controle! Podia pular e atirar! Aquela cruzinha foi difícil de acostumar, o manche do controle do Atari era mais fácil de usar. Junto com o videogame vinha o jogo Super Mario Bros., e desde então, um encanador nanico bigodudo comedor de cogumelos alucinógenos (que o fazem sentir-se um gigante), faz parte de minha vida. Olha… Isso forma o caráter de uma pessoa :)

A mãe dava mesada. Minha irmã gastava tudo em doces e eu guardava. A mãe dizia que se eu guardasse poderia comprar coisas maiores. Ela dizia também que comprar dólares fazia o dinheiro aumentar. Então eu “comprava” dólares dela com minha modesta mesada e ela guardava os meus dólares. Meses, talvez anos depois, minha primeira compra com os dólares foi um Game Boy.
Hoje o dólar não é um bom investimento, mas na época (anos 80), era. Eu lembro que ela me mostrava a cotação do dólar, eu fazia as contas e anotava todo mês quanto eu tinha na “poupança”. Era legal ver o dinheiro aumentar!
Lembro até hoje como eu ficava horas jogando o Super Mario Land do Game Boy, naquela maravilhosa minúscula tela que só mostrava tons de verde. Se não era Mario, era Tetris, com as musiquinhas (beep beep) animadas. O objetivo era terminar no nível mais difícil, pra no final ver um foguetinho subindo. Na locadora não tinha cartuchos de Game Boy, então foram pouquíssimos jogos que consegui jogar no brinquedo.

Um tempo depois, veio a era dos 16 bits, que trazia gráficos muito melhores e jogos mais radicais. Radical era uma palavra massa dos anos 80, pena que ela morreu :) Não lembro se consegui sozinho com meus dólares, ou se a mãe completou, mas mais uma vez rapei as economias de mesada e comprei um videogame: Megadrive. Acho que era o jogo Altered Beast que vinha com o console, nem era tão bom assim, mas foi uma revolução comparado com o NES e Game Boy que eu estava acostumado.

Nesta época comecei a ler as revistas de videogame (Supergame e Ação Games, se bem me lembro), que me deixavam com água na boca para jogar os últimos lançamentos. As locadoras, por sua vez, tinham evoluído e traziam rapidamente os lançamentos, tornando muito fácil a manutenção do vício de jogar joguinhos. O preço da locação era bom, cabia na mesada, então iniciei um ritual que realizei durante muito tempo, que era:
- Vai na locadora na sexta-feira.
- Pega dois jogos (assim só precisava devolver na segunda-feira).
- Joga o primeiro jogo até terminá-lo no nível Normal de dificuldade.
- Joga o segundo jogo até terminá-lo no nível Normal de dificuldade.
- Se ainda der tempo, termina o primeiro jogo no nível Difícil.
- Se ainda der tempo, termina o segundo jogo no nível Difícil.
- Se ainda der tempo, termina o primeiro jogo no nível Médio, sem usar “continue”.
- Se ainda der tempo, termina o segundo jogo no nível Médio, sem usar “continue”.
- E assim vai, cada vez aumentando mais o desafio, até chegar o domingo à noite.
Meu objetivo principal era terminar os dois jogos, isso era obrigatório e tinha que ser no nível normal de dificuldade. Feito isso, em vez de largar o jogo eu ficava lá tentando melhorar a marca: terminar no difícil, depois sem perder continues, depois sem perder vidas e depois sem perder risquinhos de energia… Meu final de semana era dedicado aos jogos, eu me internava no quarto em frente à televisão de 14 polegadas.

Um tempo depois, chegou no fliperama ali perto de casa uma máquina que mudou a vida de muita gente: Street Fighter II. Era tudo muito novo, pra começar, eram incríveis SEIS botões para controlar o personagem, além do manche direcional. E não somente um, mas OITO personagens para escolher, cada um com seus próprios golpes! E ainda tinha um que era do Brasil! E tinha música de qualidade, não era bipe! E havia umas combinações esquisitas pra soltar golpes poderosos, como meialua+soco e baixo-cima+chute! E…! Jogar aquela máquina era uma realização, um sonho de qualquer jogador da época. Sempre havia muita gente ao redor da máquina, assistindo, torcendo, xingando, esperando a vez… uma zona.

Eu já namorava o tal Super Nintendo (SNES) há algum tempo, mas era muito caro para minhas economias. Porém, quando lançaram o Street Fighter II pro console, eu pirei. Eu podia jogar em casa aquele jogo animal lá do fliperama! Aí não teve jeito, não sosseguei enquanto não fomos pro Paraguai comprar o videogame e o jogo. Vendi o Game Boy e o Megadrive pra juntar o dinheiro, e foi uma troca que eu nunca me arrependi, pois o SNES era tudo o que eu imaginava e mais um pouco.
Lembro que foi um estresse até chegar no hotel e conseguir testar o videogame e o jogo. Naquela época (ainda hoje?) haviam muitas histórias de pessoas que foram enganado em lojas do Paraguai e voltaram para casa com uma caixa com pedras ou com produtos defeituosos. E se o console não funcionasse? E se o cartucho fosse pirata? Felizmente, tudo deu certo :)
O ritual de alugar jogos no final de semana, continuou. Foram muitas e muitas horas de minha vida investidas em aventuras digitais de todo tipo, de Mario a Castlevania, de Simpsons a Final Fight.
E olha só, acho que eu já era nerd desde criança, pois eu tinha um caderninho onde ia anotando os jogos que já tinha terminado. Anotava também qual o nível de dificuldade, se foi sem continue, quantos pontos fiz… É muita falta de ter o que fazer! :D
Uns tempos atrás achei esse caderno e coloquei lá no site a lista dos jogos terminados. Revirei agora minhas caixas aqui, mas não achei o caderno pra tirar foto. Pena…
Então, mas o tempo passou e quando cheguei na adolescência, o videogame perdeu lugar para a música, pois comecei a tocar bateria, depois tive bandas, e os finais de semana eram dedicados a incomodar a vizinhança com nossos ensaios desafinados :)
Junto a isso, as novas gerações de consoles que vieram depois do Super Nintendo não me chamaram a atenção. Eu achava aqueles jogos 3D um saco. Eu ficava lá feito um mané, andando perdido por um mundo virtual enorme, e nada de interessante acontecia. Cadê a diversão? Que saudade do Super Mario que você só vai pra frente e pra trás e pula.
Outro ponto que me afastou dos jogos novos foi a complexidade e realismo. Tudo estava ficando perfeito demais, parecia filme. Jogo pra mim sempre foi o oposto disso: o lúdico, o colorido berrante, o irreal, o impossível, o tosco, o pixelado, onde é a sua imaginação que complementa o universo criado na tela da TV. Se eu quiser realidade, saio na rua, certo?
Então foi isso, minha “carreira” de jogador acabou no Super Nintendo.
E ia continuar assim se não fosse lançado aquele videogame esquisito que trazia joguinhos simples, toscos, extremamente divertidos e que você fazia o movimento e ele repetia na tela! Me dá 3 desse!!! :D

Bem, essa foi a minha história.
E a sua?
Conta pra gente ali nos comentários!




Eu também tinha um pouco de preconceito com jogos de Xbox e Playstation mas isso passou quando eu comecei a jogar :)
Mas claro que Wii é muito mais divertido!
Muito bom o texto ;)
Rapá, se você já relembra tanto do passado, quando passar da versão 6.0 vai ser assim o tempo todo.
Você é um historiador nato. ;)
Pena que você não falou quase nada do wii. Bem, ele é relativamente contemporâneo. Talvez após o atingimento do limite de tempo original do unix, daqui a umas 3 décadas :) pinte um review.
Ah, essas lembranças, provavelmente já está se preparando para pendurar a meia na lareira novamente. Tomará que a mãmã esteja acompanhando o blog. :)
O Wii merece um post inteiro só dele, por isso não falei muito agora. Porém, receio que eu não tenha uma meia grande o suficiente pra caber um Wii Fit, então acho que este Natal ficarei sem brinquedo novo :)
minha maior fase de jogador também foi no SNES. Eu e meu irmão organizávamos torneios de futebol no SNES. montávamos a tabela com times que a gente dirigia e times que o PC comandava e anótavamos num caderno o resultado dos jogos. O campeonato era tão disputado que às vezes acaba em discussões e brigas reais…
joguei um tempo com emuladores de SNES no PC e com alguns poucos jogos pra PC…. depois disso, aposentei.
O emulador de SNES é uma maravilha. O Yoshi’s Island só fui jogar anos depois, pelo emulador. Aliás, um dos melhores jogos que já joguei.
Interessante o seu histórico. Eu comecei mais atrás ainda, mas passei um pouco pelos mesmos apuros que você. Mas eu não encarei o Wii. Eu sou ao contrário: prefiro mais as simulações do que o lúdico. Então meu negócio hoje é PS3 com o máximo de realismo possível. :)
Ado, a-ado, cada um no seu quadrado :)
Meus videogames foram os seguintes:
1º ATARI 2600 – dei para meu primo
2º SUPER NINTENDO – vendi pra comprar o n64
3º NINTENDO 64 – vendi e não sei o que fiz com a grana
depois de um longo tempo sem mexer com videogame….acho que foi uns 6 anos.. resolvi voltar
Comprei um N64 de novo pra matar saudades.. e com várias fitas originais hehehe (Agora eu podia, pois tinha grana, antes dependia do pai, era foda). Está instalado na TV da sala.
Comprei um Game Boy Color com alguns jogos. Fica na mesa do pc.
Tem um wii aqui em casa também, dividindo espaço com o n64 na sala.
Ganhei um nintendo DSi
Apesar de ter o N64, Wii, Game Boy Color e DSi, eu quase não jogo. Aliás,,, jogo bastantes joguinhos tipo tetris no DSi.
Mas quem sai ganhando mesmo é o PC. Gasto mais horas jogando no PC do que nos Consoles.
relembrar é viver :)
Vendeu o N64 e anos depois comprou de novo? Isso que é gostar mesmo do console :)
Legal tua história, valeu por compartilhar Fernando!
eu sempre fui o perdedor… nunca terminei jogo algum. terminei ano passado os mario Bros (1 e 2 (lost levels))…
mas ô saudades…. aiai
Também nunca fui muito fã de gráficos, e sim diversão…Comprei 1 Wii mês passado, minhas irmãs jogam mais que eu hahaha
Passei pelos mesmos video games que o verde, mas após o super nes em vez de pular pros 32 bits, comprei um neo-geo … Foi a melhor fase da minha vida de gamer, exatamente os mesmos jogos de arcade na TV da sala. Tenho meus jogos e o console até hoje, pena que o leitor de cds do vg foi pro espaço.
5 anos após o neo-geo comprei um PS2, um video game com alguns jogos muito bons, como Katamari ( onde vc é um aliem minusculo que atrai objetos e forma uma bola que vai ficando cada vez maior até engolir uma cidade ! ) , R-Type Delta , Einhander , Ace of Combat, Metal Gear, Valkirie Profile etc…
Depois do PS2 , já de saco cheio dos mesmos lançamentos de sempre pensei em comprar um Wii, mas cai no problema de não ter mais tempo pra ficar jogando então optei por um portatil o DS. Sem dúvida é um dos melhores video-games que já tive, jogos simples, inteligentes e viciantes ! E o melhor, portatil.
O DS me fez desistir de comprar um video game dessa nova geração, nada de wii, xbox ou ps3 pra mim.
No meu ranking fica o neo-geo, DS , nintendinho, snes e ps2 :)
Eu li sobre esse Katamari e fiquei com vontade de jogar, pena que só tem pra PS2…
Um joguinho do DS que achei muito massa é aquele que você digita a palavra e o objeto aparece na tela. Como era o nome mesmo… Achei, Scribblenauts: http://jogos.uol.com.br/ds/ultnot/2009/08/25/ult4096u720.jhtm
Scribblenauts vale a compra de um DS :)
Que tudo sem graça. Eu brincava com TK-90 (ZX Spectrum). Fitas K7 num gravador National, 10 minutos para carregar cada jogo. Era muito mais legal.
Ô, devia ser um arraso :)
Meu pai do céu … eu usei um TK-90 com um amigo meu para fazermos um trabalho de feira de ciências, programando em ROM-Basic, rssss, gravávamos os programas em um tocador de fita cassessete acoplado a ele … que época hein? e as pessoas ainda acham os computadores são complexos e demorados hoje em dia …
Passei por todas estas fases também, desde o ATARI, joguei também o ODYSSEY, que tinha inclusive um teclado (quem lembra? rsss), mega-drive e assim por diante, atualmente não jogo enm em PC, pois não tenho tempo.
Mas o mais elgal é queo meu tio tem até hoje acoplado à sua TV em casa um console que acredito que tenha sido o primeiro da história, acho que foi criado por um alemão, o tele-jogo (quem lembra?) … rssss … e toda vez que vou lá ele monta e me faz jogar com ele … é o fim … rsss
Aí vai um link que achei bastante bacana sobre a história dos vídeo-games:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_dos_videogames
[ ]‘s
Jiyan
ODYSSEY!!! Passei mais de 20 anos para saber o nome deste console que foi o primeiro que tiver! Até hoje gostaria de saber qual o nome do jogo que foi o meu inicio no mundo dos games! Lembrou até hoje, quando passei a pontuação do meu pai nesse jogo. E O TECLADO! Muito bem lembrado!! Sensacional! O jogo eram vários discos voadores, e o objetivo era apenas atirar no maior número possível. Nasci em 1983, meu pai é técnico em eletrônica, esse Odyssey só tive o prazer de jogar, graças a essa ocupação do meu pai, pois, nasci e moro aqui em Recife, e essas “novidades” eram bastante raras de aparecer aqui no NE. Depois deste… tive um Atari 2600 clássico… meu primo tinha um que não recordo o nome, bem legal, com os gráficos semelhantes ao Atari; depois tive um Master System 3, que vinha com Alex Kidd in Miracle World (joguei demais). Lembro como se fosse hoje, eu com minha finada mãe e meu irmão mais filho na parada o Shopping Recife, louca pra chegar em casa. kk. Nessa epoca eu era louca pelo NES 8 bits, já existia o Mega Drive, que eu era mais louca ainda… aqui em tinha lugares, tipo lojinhas, com 5 consoles, e agente pagava pra jogar por hora (como nas Lan Houses). Também antes disso fiquei louca pela máquina de Street Fighter II… depois o “sinistro” Mortal Kombat. kk. Muitas histórias. Depois do master, veio o Mega Drive que veio com Sonic 2; alugávamos também os cartuchos de mega e master; Alias não tem muito haver com o assunto… mas, na locadora tinha UMA GATA, que lembro o nome dela até hoje! kkk. “Melissa”! Bem, voltando ao assunto… (onde eu estava mesmo??) Meu primo tinha um SNES, e todo final de semana nos jogavamos. Até esses 16 Bits, joguei muitooo, muito mesmo. Mas depois, não fiz mais questão por consoles. Pagava pra jogar no NeoGeo, que é um show de console! Portáteis, joguei GameGear, GameBoy peguei uma vez não joguei muito. Adorei quando você disse que se quiser realidade, é só ir para rua! Também acho! Hoje tenho um Playstation2 mais tentei Half Life dessisti… “o manual não veio no jogo”! Aff! Quando eu sentava na frente do Master System, Megadrive, SNES, etc. Era só pegar o controle a sair jogando! Hoje em dia, tem que procurar no Youtube um vídeo de alguém jogando e fazer igual! QUE GRAÇA TEM ISSO?? Gosto muito da tecnologia 3D. Me fascina, saber que o processador está calculando o ambiente todo em tempo real… porém… não tenho mais tempo para passar o dia todo explorando aquele “imenso mundo virtual”! Gostaria muito, até pretendo fazer isso. Mas agora não dá. Falei muito? kkk. Desculpa! Abraço pessoal! Aurélio parabéns! Seus textos são ótimos!
Ta, mas e o Wii??? Falando falando falando de velharia, e o Wii que tu queres 3, nao fala nada!
Estava pensando em me dar um de natal, mas nunca fui gamer, nunca me interessei por isto. Eu to esperando pra ver o que pessoas como eu acham do Wii, mas tenho a impressao que apenas gamers compram mesmo…
Calma Sula! Ainda falarei bastante sobre o Wii aqui, é que o texto já ficou muito grande :)
Mas se você nunca foi gamer, aí sim eu recomendo FORTEMENTE que você jogue Wii na casa de algum amigo, e tenho certeza que você vai gostar. O Wii é muito mais amigável e casual que qualquer outro videogame, é para aquele que nunca jogou nada, chegar e brincar.
Minha mãe por exemplo, nunca jogou videogame na vida, nunca. Mas com o Wii ela jogou tênis e boliche, pois é só mexer o controle no ar, sem muita complicação, como se estivesse fazendo aquilo na vida real. É muito show.
Cara eu não sou velho ( 18 anos ) mas você me fez lembrar muito bem de quando eu ia na locadora locar fitas! Hahaha bons tempos… O esquema de locar fitas no sábado para devolver na segunda me obrigava a acordar cedinho para pegar os jogos bons!
Lembro que quando eu não tinha video game eu ia numa locadora que nos finais de semana tinha promoção 10 centavos era 10 minutos :D eai eu passava meus finais de semana por lá.
Eu não era de anotar os jogos que eu detonava mas lembro que tinha um joguinho pra nintendo chamado “Zero” ( de um “ninja” ) se não me engano que eu fui o primeiro ( e um dos poucos ) a detonar o jogo na minha cidade e isso me deixou meio que famoso!
Depois consegui comprar meu Super Nintendo e tenho até hoje aqui com a fita original de Super Mario que veio junto ( essa foi a unica fica que nunca vendi! ).
A dona da locadora era uma velha que contratava crianças para trabalhar lá, nem preciso falar qual era o emprego dos sonhos de todos os garotos da cidade né…
E as vezes ainda jogo :D Que bom…
Eu sonhava em trabalhar como testador nas revistas de videogame. Ser pago pra jogar os lançamentos, ir até o final do jogo e anotar os macetes. A lista de jogos terminados era meu “currículo” que eu achava que um dia ia me garantir um emprego desses. Mas depois passou a vontade :)
Interessante você narrar todas essas situações pelas quais a maioria do que estão chegando nos 30 (to quase lá) já passaram. Incluindo essa certa aversão ao extremo realismo dos games mais recentes. Baita nostalgia. Mas é legal ler um texto como este e saber que participei e vivi de um pouco disso tudo também. E é incrível também como essas memórias vão ficando esquecidas. Ainda bem que tem um Aurélio para abrir o baú de vez em quando :-). Valeu!!!
Olha, por aqui também estas memórias já estavam há muito esquecidas. Tive que revirar umas caixas velhas, ver fotos antigas, e montar um quebra-cabeça de flashes de memória para tentar compor a linha do tempo de todos estes acontecimentos. Talvez não tenha sido *exatamente* assim que aconteceu, mas agora ficará sendo a história oficial :)
Também parei no SNES, apesar de continuar jogando no PC. Infelizmente meu orçamento não acompanhou a demanda financeiro que esses novos video games exigem. :)
Uma coisa me chamou a atenção no seu post. Quando você mencionou que o jogo deve ser lúdico. Conhece o game Braid?
http://en.wikipedia.org/wiki/Braid_(video_game)
Se interessar, ouça este podcast: http://www.nowloading.com.br/round-45. Só de ouvir, dá vontade de jogar.
Abraços
Parece legal esse Braid, tou baixando a versão demo pra Mac agora (122MB!). Valeu a dica Ulisses!
Guri, vc precisa experimentar isso tb :)
http://www.amazon.co.uk/Guitar-Hero-World-Tour-Complete/dp/B001EO702C
Beijos
E bons jogos!
Já joguei o Rock Band, que é parecido, show de bola mesmo!
Eu lembro que eu tive um mega driver, aspirava por um game boy color, mais minha paixão mesmo foi o super nintendo. Hoje tenho emulador dele no PC e posso desfrutar de vez em quando de uns classicos. Meu objetivo é zerar hoje aqueles jogos que eu nunca consegui quando ele moleke. O mais recente foi nosferatu. Parece que eu recuperei um pouco da minha vida depois disso XD. Hoje até encaro jogos como call of duty 5 ou need for speed. Mais a diversão é realmente jogar top gear ou rock n roll racing.
Top Gear era realmente matador, adorava esse jogo. O único que fui conhecer no emulador e tive paciência de ir até o fim foi o Yoshi’s Island. No mais, sempre que entro no emulador acabo jogando os mesmos de sempre: Aero Fighters, SFII e Final Fight :)
Tenho saudades é do meu querido 3DO!
Hehe! Excelente post. :-)
Eu não tive tanta sorte e parei no Atari mesmo. Não tinha grana para praticamente nada. :-(
Mas eu comprei um Wii faz pouco tempo. Aliás, pedi para trazerem para mim do Japão. Dei uma zoada nele, mas quando eu tiver tempo eu conserto. :-P (Esse negócio de ser engenheiro e ficar fuçando demais às vezes atrapalha, hehe!)
Vai dizer que você conseguiu bricar teu Wii? :)
Aurélio,
Se você tiver chance, experimente jogar Katamari Damacy do PS2. Esse jogo é uma pérola, de tão original, divertido e non-sense!!
Vi uns vídeos dele no YouTube hoje, realmente parece ser algo divertido demais. Parece que sai pro Wii agora em Janeiro, estou com os dedos cruzados!
Belo texto! Deu saudade do meu Dactar.
O mais legal foi ver a sua foto “criança” :-)
Ei, comprei uma camiseta da Atari esta semana! Cortesia do Maçan! :-)
Pois é, revirei umas caixas por aqui e apareceram velharias… Camiseta da Atari? Massa! Vá na próxima corrida de aventura com ela para disparar alguns sorrisos ao redor :)
oi aurelio,
se quiser tentar um analogo do katamari no wii, pegue o muchables …….. eh o mesmo esquema de jogo, mas vc vai comendo vegetais alienigenas e aumentando de tamanho cada vez mais hehe …. vale a experiencia, mas katamari eh muito melhor no final =)
Bela dica! Vi uns vídeos no You Tube e achei bem massa. Adicionei na wishlist aqui :)
Muito bom. O jogo que eu mais gostei era o bosconian que rodava no hot bit da sharp (MSX). Bons tempos.
Muito bom o post… Me deu saudade da vida de gamer…
Eu, como era mais pobre, nunca tive video-game, mas perdi muito tempo da minha vida em locadoras jogando no mega-drive e no snes… ;-)
Também passava muito tempo nos fliperamas jogando SF2, Mortal Kombat, Final Fight, World Heroes (alguém lembra desse?), Cadillacs vs Dinossaurs, Captain Commando, e CIA ltda…
Quando me bate a saudade desses clássicos, eu recorro ao XMAME (Linux) / MAME (rWin)… Também tem versão pra Mac (MacMAME), mas como eu infelizmente não tenho um Mac nunca testei… :-(
Amplexos,
Cristiano
Eu adorava SFII e nunca gostei de Mortal Kombat. Eu era tão acostumado a andar pra trás para defender (no SFII) que só tomava pau no MK, que tinha que apertar um botão pra defender.
Final Fight eu era viciadão, jogava com o grandão, mas sempre morria na fase do elevador com os foguinhos. Como fazia parte do meu código de honra não usar continue no fliperama, só passei dessa parte no SNES mesmo hehe
Cadillacs vs Dinossaurs já gastei MUITA ficha também, era o megahit da praia anos atrás. O Captain Commando parecia o mesmo jogo do Cadillacs, só que com um tema diferente :)
MacMAME funciona perfeitamente, já me garantiu muita diversão. Agora rodo o MAME direto do Wii e ficou bem melhor.
O chaveirinho da Ação Games! Eu lembro que sábado era o melhor dia da semana, era receber a revista de Ação Games e ir correndo alugar os cartuchos do SNES. Eu lembro do Atari, era do meu primo, eu e meus irmãos erámos viciados no pitfall e o “pega ladrão da escada rolante”. Depois a mãe comprou o genérico do atari feito pela cce (alguém mais teve?) e veio com o clássico pac-man. O mais estranho que quando ela fez isso, a gente ia na casa dos colegas jogar SNES e street fighter II turbo. O vício era tanto que pedimos para o pai comprar o SNES SEM o mario!
Ele conseguiu mas veio com street fighter II, mas não era a versão turbo. Ele não conseguiu trocar de novo e jogamos com ele. Depois ficamos um bom tempo com o cartucho que vinha 4 versões do mario e aí foi mais vício. Top Gear era alucinante. Mega man então…. Eu gravava as partidas no video-cassete (por ser mais velha e saber operar mais que o meu pai, só eu podia usar). Com o SNES aprendi a ficar acordada de madrugada.
Eu parei no SNES mas os irmãos alugaram os consoles de N64, playstation e eu tive também a mesma imagem que você. Só voltei a interessar com o wii, que é sonho de consumo aqui em casa, o meu esposo, os polegares são mais curvados que o normal, de tanto jogar (e eu acho lindo). O meu histórico de games é quase nada perto do dele.
Pega ladrão! Pode crer, era assim que a gente chamava o Keystone Kapers também. O Pac-Man era come-come.
Eu sempre gostei mais do SFII original. O turbo e os que vieram depois achei ruins. Bem que podia sair o IV pro Wii também…
Olha, até olhei meus polegares agora, mas acho que são normais. Quer dizer, é normal parecer um playmobil, certo? ;)
eu tinha um megadriver
e eu jogava
ronaldinhoooooo socceeerrrrrrr 97
Meu primeiro e único video game foi um Atari 2600, vinha com um cartucho com Enduro … eu tinha 8 anos.. com 9 anos ganhei um 286 dx2 66. De lá pra cá não passo 1 dia longe do computador :)
Atari jogando Enduro, Megadrive jogando Top Gear e , depois parei totalmente e só a um ano retornei com o PS3.
Joguei pela primeira vez com 4 anos, Pac-Man num Atari 2600, eu era muito ruim, mas também muito novo então eu aceitei as coisas como eram, um ano depois meu irmão ganhou um NES e eu comecei a gastar algum tempo jogando, os jogos que lembro mais são Ninja Gaiden e Super Mario Bros. 3. Zerei os dois com 6 anos. com 7 meu irmão ganhou um SNES, o melhor vonsole já lançado, fiquei com esse SNES até os 14 anos de idade, anos mais tarde eu viria a jogar todos os jogos já lançados (nos EUA, na Europa e no Japão) para o SNES por vias de emulação (não lembro o nome da maioria), os que mais me marcaram foram Chrono Trigger, Earthworm Jim, Earthbound, Yoshi’s Island, Internetional Super Star Soccer, Final Fantasy VI, Mortal Kombat e outros que não lembro agora. Junto com o SNES eu tive um GameBoy e um PC, no GameBoy só tive Tetris e um jogo dos Looney Tunes e joguei pouco com o console, no PC a coisa era diferente, vários títulos que marcaram a minha vida: Doom, Total Annihilation, Civilization, Lord of the Realms, Warcraft, Duke Nukem, Full Throttle, The Dig, Grim Fandango, Descent II, Unreal Tournamento, só pra citar alguns. Em 1999 ganhei um PlayStation onde joguei alguns bons títulos: Grandia, Vib Ribbon e alguns outros, mas a coisa ficou estacionada por um tempo, parei de acompanhar lançamentos lá pelos idos de 2002, quando o hobby com Linux ficou mais sério. E só voltei a jogar esse ano quando comprei um DS e comecei a comprar alguns jogos pelo Steam e um ou outro jogo indie, os últimos 10 títulos que joguei foram: Street Fighter IV, Plants vs. Zombies, Braid, Professor Layton and the Curious Village, Professor Layton and the Diabolical Box, Trine, Machinarium, AaaaaAAaaaAAAaaAAAAaAAAAA!!! – A Reckless Disregard for Gravity (sim esse é o nome do jogo, e ele é muito bom), Borderlands e Mario & Luigi: Bowse’r Inside Story.
Full Throttle e The Dig, taí dois SUPER jogaços que marcaram minha vida, junto com Day Of The Tentacle e Monkey Island, claro. E viva os adventures da Lucas Arts!
Fala Aurélio, blza?
hehe muito bom esse post de videogames
Eu sou viciado até hoje por eles, meu primeiro contato foi com um Atari 2600, mas não meu, dos meus primos, cara, como eu queria aquele vídeogame!! mas meus pais não me deram ¬¬
Mas não tinha problema passava horas na casa dos meu primos jogando enduro, policia-pega-ladrão, river raid. As vezes ia cedo na casa deles, com ele ainda dormindo e ficava jogando sozinho!
Um tempo depois, Como minha mãe é professora e meu tio era meio aficcionado por tecnologia, um tempo depois ele comprou pra ela, um MSX, que tinah um joguinho pedagógico duma tartaruga e tal… não me interesse muito, mas passei horas jogando Magical Tree ( http://www.youtube.com/watch?v=8nzUZ488eCc ), um jogo dum indiozinho q sobe numa árvore, acho que foi meu primeiro vício de verdade (mas nunca consegui acabar :( )
No MSX haviam vários jogos melhorados do Atari, era beem mais legal jogar river raid no MSX, o avião tinha + pixels de definição! ehhehe. Meu sonho no MSX era ter aquele aparelinho que permitia usar fitas K7, puxa se tivesse aquilo um mundo de outros jogos se abriria pra mim! heheh, mas não tive, tive que jogar em um outro amigo meu que possuia MSX+K7
O MSX que dispertou de verdade o meu nerd interior ehhehe, eu abria um shell arcaico pra fazer um scripts meio inuteis utilizando vários go-to ehhehe.
(tá ficando grande isso, acho que vou postar isso no meu blog eheheh)
Depois do MSX, veio a era Master Sistem e Mega Drive, de novo, não tinha eles, mas comecei a jogar em amigos meus, o legal é que eles me convidavam pra ver eu virar Sonic! ahahha. Várias horas jogando Alex Kid (dá-lhe Pedra-Papel-Tesoura!!) Jogos de Verão, Shinobi, um muito podre de futebol, mas mesmo assim eu jogava!
Num certo natal, ganhei o meu melhor presente de todos! o SNES era lançamento na época, e eu tinah ganhado um!!!! Muuitas HOras jogando Super Mario World, uma vez quase esbofetei meu irmão pq ele resetou as fases! caraca eu tinah 97 fases com a estrelinha do lado! Tu tem noção do sacrilégio que era apagar aquilo??? O unico problema é que o meu SNES era Original e bloqueado, logo, não funcionava as fitas paraguais (as barrigudinhas) então meus jogo era *bem* caros, mas não tinah problema, eu dava um jeito! Um jogo que joguei muito foi o campeonato Brasileiro com uma tradução em português muito ruim!
Deposi, o nerd que crescia em mim tomou conta, enquanto o pessoal tinha os playstations eu jogava jogos muito mais legais no PC, e tive a sorte de uma dos pais daqueles primos que tiveram atari estar aposentado e comprar um 486 (um pouco melhor que o que eu tinha, posi aquele tinha CD!) pra usar “A internet” e acabou comprando váários jogos legais! FullThrotle, Phantasmagoria (caraca 7 CDS!), Lá ia eu usar o bate papo do ZAZ (antigo terra) ou Mirc e depois jogar Full Throtle
Depois dessa época, fui parando…tive outros interesses além do videogame, com algumas recaídas por alguns joquinhos…., mas nada comparada a aquela “época de piá”
bom, era isso! ehehhe, agora tenho voltar ao trabalho!
Show de bola teu relato Marcos!
Legal o vídeo com o jogo do indiozinho, esse eu não conhecia. Agora, SACANAGEM teu irmão apagar o savegame do Mario! Eu completei todas as fases e estrelinhas, sei como dá trabalho chegar perto do 100. Acho que era 108 o máximo, se não me engano. Meus pêsames.
Não esqueça de colocar aqui o link para o post no teu blog!
Baah, esquecia de falr da minah história nos fliperamas (meu primeiro vício não controlado!) vou postar no meu blog isso ai! eheheh
Salve Aurélio,
Pois é, minha história com videogames é engraçada. Na época que morava com meus pais, eles não tinham grana pra comprá-los, então nunca tive nenhum dos “clássicos”. Nos primórdios do Atari e do Odissey eu jogava na casa dos colegas. Chegamos a fazer até campeonatos. :-) Outra coisa que eu fazia muito era ir a uma loja que vendia os cartuchos do Odissey e falávamos pro vendedor que queríamos testar os jogos. Ficávamos um tempão lá “testando-os”. ;-)
Cheguei a brincar também no TK-95 (tinha do “Donkey Kong”, em que o Mário era um asterisco e os barris a letra “o”). Tinha que ter MUITA imaginação pra jogar nele. :-) Mas um amigo meu ganhou um Apple II e a gente endoidou, pois tinha interface gráfica!!! Joguei “Karateka” e “Conan” até cansar (curiosamente, só consegui chegar ao final do Karateka na versão pro PC, vários anos mais tarde).
Mais tarde, quando já trabalhava, comprei um MSX e foi a glória! Os jogos para ele eram fantásticos (tenho um emulador de MSX só por causa de alguns jogos como o Knighmare). Mas tinha o problema que eles vinham em fitas K-7. Tinha jogo que demorava quase 15 minutos (!!!) pra carregar. Só mais tarde consegui comprar uma unidade de disquete pra ele. Isso facilitou muito a minha diversão. :-)
Comprei meu primeiro computador (um poderoso 486!) e passei a me dedicar a jogos somente para PC. Jogava alguma coisa do SNES e do Playstation 1 com meu irmão, que teve ambos (irmãos mais novos sempre levam vantagem). :-) Eu gostava dos jogos pra PC porque eles eram fáceis de conseguir e bem mais baratos pra comprar (sim, eu gosto de comprar jogos originais). ;-) Além disso, sempre gostei da combinação teclado+mouse, especialmente em jogos de primeira pessoa (não consigo controlar esses jogos no joystick, me avacalho todo).
Entretanto, sempre tive uma queda pelos jogos do SNES. Assim, quando surgiu o emulador desse videogame pro PC (o maravilhos ZSNES) eu não precisava de mais nada. Finalmente ia poder jogar Super Metroid no PC. ;-) E foi justamente o ZSNES que despertou meu interesse por outros emuladores. Consegui, mais tarde, versões para o MAME, NES, GameBoy e Playstation (entre outros). Assim eu tinha o melhor dos mundos: jogos mais realistas do PC e os mais divertidos dos videogames. Tudo em um equipamento só.
Eu vivia muito feliz assim. Não me rendi ao XBox nem ao Playstation 3. Mas, um dia, resolvi experimentar o Wii………. Nunca deveria ter feito isso……… :-) Foi paixão à primeira mexida no remote. Finalmente encontrei algo que mudava (de verdade) os conceitos de jogar. Por isso, o Wii foi o primeiro videogame que eu tive na vida (eu me guardei todos esses anos pra ele, mas valeu a pena). :-D Hoje ele virou minha plataforma principal de jogos (tudo bem que não pude deixar de conseguir o Batman Arkham Asylum pro PC, o melhor jogo do mundo!). Especialmente depois que comecei a brincar com o Homebrew, o USB Loader, o WAD Manager e o MPlayer (eu posso ver meus filmes RMVB na televisão!!!). Até um teclado sem fio eu consegui (pra poder experimentar o emulador de GNU/Linux feito pra ele). E hoje à noite vou testar dois emuladores de PSX. Se funcionar, o que resta da minha vida social correrá um sério risco. ;-)
Acho geniais as possibilidades que o Wii abre e espero continuar me divertindo com ele por muito tempo ainda. Pra quem gosta de videogame como diversão despretenciosa, eu o recomendo enfaticamente. É tudo de bom. :-) Ah, e eu estou aguardando o seu artigo sobre o Wii pra fazer mais comentários. Quem sabe eu até me animo a escrever algo sobre ele também? E já vi que muita gente aqui também tem esse console. Que tal a gente se juntar pra trocarmos identificações uns com os outros e jogarmos online?
Um grande abraço e até mais.
Grande Aurelio, eu li sua história e lembrei de minha infância e adolescencia. Acho que para todo mundo nos anos 80 e 90 foram assim rsssssssss
Me lembro que eu comprava revistas e fazia meus proprios joguinhos em c e pascal pois não tinha grana para comprar e alugar jogos rssssssssssssssssssssssssssss
Pentelhava meu primo para jogar enduro no atari dele e turbo game na casa de amigos rssssssssssssssssss
Mais ai quando eu ganhei meu primeiro 386 a vida mudou rsssssssss era jogo o dia todo todo dia rsssssssss
Eeeeeeeeeeeeee saudades
Hoje não ligo muito para jogo ja que o tempo não me permite mais o único, único que tenho paciencia para jogar é o football manager rsss
Abraços
Minha historia gamistica começouquando ganhei um ps2,depois ele quebrou ai eu fui la juntei minha mesadinha e comprei um ps1 ,depois ele quebrou,mais uma vez juntei minha mesadinha e comprei um n64,ai ele quebrou.E la fui eu juntar minha mesada em comoprei um snes e hoje eu vou comprar o primeiro modelo do gameboy.Bem é isso.
OBS:Sou um pouco nostalgico :D
Eu sei que faz muito tempo que tu postou isso, mas depois de ler o post eu vou ter que comentar. Joguei muito video-game na minha infância, mas nunca tive um para chamar de meu pois minha família não tinha condições na época. A minha sorte é que os irmãos mais velhos da minha melhor amiga tinham todos os consoles e nunca estavam em casa para jogar, então nós duas aproveitávamos muito (com a permissão deles, claro). Fui até o Nintendo 64 e depois acabei deixando os games de lado justamente por não me sentir atraída pelo 3D e o realismo (assim como você disse). Mas quando fiquei sabendo do Wii fiquei louca! Comprei um assim que consegui juntar o dinheiro e tive muitas dores musculares nos meses seguintes, haha. Infelizmente meu Wii não está mais entre nós :(
O Wii é um console fantástico!
Sorte a sua não ter cruzado com Starcraft, pois estou viciado nesta “porcaria” há mais de 10 anos…
Muito bom o texto e minha história é igualzinha a tua! (tirando o jogo do Atari, uaheuaheuah)
É incrível como o assunto videogame não termina! Essa discussão começou em 2009 e já estamos em 2012…
Atari sempre será meu favorito! Nunca me esqueço daquele dia que estava resistente em acordar para ir à natação e meu pai insistia – “Vamos menino, acorda pra natação!”. Era meu aniversário. Não tinha muita noção disso, afinal estava fazendo 3 anos, quando meu pai me pegou no colo e me colocou diante daquela caixa mágica, onde eu estava no controle! Aquele avião (river-raid) de uma lado para o outro com tiros ao meu comando! Era tudo o que queria.
Daí a coisa piorou. Aí que não queria ir mais à natação. Pra que?! Com aquele videogame seria muito mais divertido. E o que era pior: acordava cedo pra jogar! Mas como ainda não tinha qualquer autoridade na casa, tinha que ir. Mas a vida de nerd é assim mesmo. Corria de volta para casa para jogar Enduro, River-Raid, Seaquest, Berzerk, Smurfs, Frostibite, Frog, Freeway, Pitfall, Jungle Hunt (um dos meus favoritos com aquela musiquinha… tuntuntun ran tantan), Decathlon (controles e mais controles quebrados) e muitos outros.
Depois dessa fase maravilhosa, meu irmão ganhou um Phantom System, uma variação do Nintendinho, com Ghostbusters (Caça-Fantasmas) e Crime Busters (cara, vinha com a pistola – irado!). E daí o vício se estabeleceu. Já tinha pra lá dos meus 9 pra 10 anos. Foi nesse console que descobri o melhor jogo de todos os tempos: Battletoads (Jogo até hoje!). Super Mário Bros 3, também fazia parte das noites em claro. Dormir pra que?! Precisava terminar o jogo! Além destes, jogos que fizeram história foram Ninja Gainde 2 e 3, Simpsons, Super Contra, MegaMan 3, TMNT 2 (era igual ao do fliper), Kings of the Beach, Blades of Steel, Double Drible, Yo-Noid… Nossa, que época.
Daí meu irmão resolveu pedir para o meu pai o Mega-Drive. Joguei, joguei… mas não era a mesma coisa. Resolvi comprar um Sega-CD. Ahhh agora sim… mas onde estão os jogos?! Foi um desastre pra mim.
Meu irmão muito esperto, queria vender o Mega-Drive e o Sega-CD para comprar um tal de PlayStation. Todo mundo estava mudando para este console. A mudança foi natural. Finalmente ele comprou um PlayStation. Joguei Bastante, mas não foi a mesma coisa. Até porque nesta época tinha ganhado um computador (486-DX2 50MHz que era um luxo) e só queria saber de jogar por lá mesmo. Eu aqui com meu computador e meu irmão com o PlayStation dele… Pelo menos não tinha briga!!!
Depois disso veio o PS2, mas como era mais caro, não tínhamos dinheiro pra bancar essa novidade. Então, volta e meia rolava uns empréstimos do PS2 dos amigos. Esse sim foi uma revolução dos videogames (isso pq ainda existia o PS3 ou o XBOX360). Vários jogos com muita realidade. Sempre gostei de tecnologia, então quanto mais real, melhor.
Eis que surge o PS3 e o XBOX360. Daí não resisti. Meu irmão sempre mais esperto, comprou o XBOX360 que tinha desbloqueio, e eu como sempre fui do contra, queria o “melhor”, que era o PS3 com Bluray. Então, depois de alguns anos (3 décadas +/-) resolvi pular da 2a para a 7a geração dos videogames. Comprei um PS3.
Depois que comprei o PS3, com o auxílio da Internet, vi que seria possível instalar emuladores de Atari, Nintendo e SNES (sempre quis ter um) no PS3. O que vcs acham? Não pensei duas vezes, atualizei o firmware e instalei todos esses emuladores. Hoje sou um aficionado por Seaquest, Berzerk, River-Raid, Enduro e não quero saber de outra coisa.
Não sejamos hipócritas. Não comprei o PS3 pensando no Atari. Sou um viciado (por favor, não quer dizer que jogo bem!) em todos os Uncharted, God of War 3, GT5, Call of Duty, Battlefield… Os gráficos me impressionam! :-o
Bom, é isso, hoje estou com o meu PS3 jogando um Seaquest, Enduro, Berzerk, Battletoads, Super Mario Bros 3, Super Mario World, F-Zero (agora que posso ter o emulador do SNES, estou jogando), e os jogos do PS3, claro!
Nossa, que nostalgia… me dêem licença porque preciso fazer algo importante: jogar videogame! (Eu sou um nerd!)
Bons jogos,
Pablo Iglesias