olás. após a introdução rápida da edição passada, vamos passar ao campo prático, com dicas de execução de uma tarefa bem comum de nossos dias conectados: conversar pelo ICQ.

bem, como o protocolo do ICQ é algo relativamente simples de ser implementado, vários clones apareceram para linux. dos que conheci, destaco 3 clientes de ICQ que servem para todos os gostos: mICQ, orientado a linha, simples e poderoso, zicq, que hoje se chama krolden ICQ, é o micq em tela cheia, mas com funcionalidades reduzidas e o centerICQ, que usa o conceito de menus. todos estes programas podem ser encontrados em http://freshmeat.net/appindex/Console/Communication.html

o mICQ é aconselhado para sessões remotas com conexão lenta, como em contas linux gratuitas que existem na internet. é bem simples, as mensagens vão pipocando e rolando na tela, bem como os avisos de pessoas que estão on line. a adição de pessoas novas em sua lista e configurações gerais como retirar a cor ou redefinir os comandos são colocadas no arquivo ~/.micqrc. sua principal vantagem é ser simples e funcionar em qualquer tipo de terminal.

o zicq é basicamente uma carinha mais amigável do mICQ. o código foi reescrito utilizando-se a biblioteca ncurses. esta biblioteca é para programas de modo texto utilizarem tela cheia, bem como trabalhar com janelas e áreas distintas numa mesma tela. a vantagem é que você pode ver sua lista de contatos, com os estados atuais de cada um, além de haverem áreas específicas para ler e para escrever mensagens. amigos podem ser adicionados à sua lista com o comando add, mas outras configurações são feitas no arquivo ~/.zicqrc, inclusive o arquivo de som, para você ouvir aquele "á-ou" quando chega uma mensagem nova. este é o que eu uso diariamente e fora umas quebras eventuais na conexão, funciona que é uma beleza.

para os amantes de programas de menu, como minicom, mc e emacs, há o centerICQ, que é bem mais organizado e intuitivo de usar que os outros icqs de modo texto, pois além das áreas da tela separadas, seus comandos são divididos em menus, acessados pelas teclas de função do teclado. o lado negativo dessa "janelização" de todas as funções é que se demora mais para mandar uma mensagem ou obter algum informação, pois ao invés de digitar um comando direto, você tem que obrigatoriamente seguir menus. sua configuração é separada em arquivos no diretório ~/.center e ele já vem com os arquivos de som para mensagens e notificações.

estes clientes de icq não possuem todas as funcionalidades do icq original, como chat, envio de arquivos e integração com o navegador, mas na característica principal de enviar e receber mensagens rapidamente, não há do que reclamar.

voltando ao zicq e seu problema de queda de conexão, usamos um artifício do shell para que ele sempre se reconecte quando caia, o "laço". digite na linha de comando ou coloque no seu ~/.bashrc a linha:

    alias icq="rm -f /tmp/zicq; while [ ! -f /tmp/zicq ]; do zicq; done"

aqui temos vários conceitos do bash, o primeiro é o alias, onde você define um apelido para um comando. seu sistema já tem alguns, digite alias para vê-los. então sempre que você digitar icq, o bash executará o comando entre aspas duplas. o comando em si apaga <rm -f> um arquivo de trava </tmp/zicq> e enquanto <while> este arquivo NÃO existir <! -f>, o zicq será executado. agora nosso zicq é quase eterno. para derrubá-lo, temos que criar <touch> o arquivo de trava e matar <killall> o zicq ativo.

    alias icqk="touch /tmp/zicq ; killall zicq"

este foi um pontapé inicial para o uso do icq no modo texto, escolha seu preferido e não fique mais incomunicável. sugestões para temas das próximas colunas são bem-vindas.


<--- Voltar para o índice