Entrei no Facebook

Hoje é sexta-feira 13, um bom dia para mudanças.

Eu sou um cara que demora para mudar. Quando eu gosto de algo e me sinto satisfeito, paro de procurar alternativas e não fico experimentando as novidades quando elas aparecem.

Quando comecei a trabalhar na Conectiva com o Linux, em 1997, gostei da “tela preta” (modo texto). Eu usava o teclado para digitar meus comandos e era feliz. Não precisava de mais nada. Eu não usava o mouse nem a interface gráfica. Dava mais trabalho fazer algumas tarefas, mas eu não queria mudar. Anos depois acabei me rendendo às modernidades: mouse na mão, janelinhas na tela.

Depois apareceu o tal de Orkut, e a nerdaiada da empresa se cadastrou em peso. Era bem no início, ninguém sabia o que era rede social e o Orkut ainda era vazio, habitado somente por nerds. Só muito tempo depois, quando veio a massa e até a Rede Globo explicava o que era a “novidade”, me rendi e me cadastrei. Me arrependi de não ter entrado antes, pois foi muito útil quando eu era solteiro ;)

Com o twitter, a mesma história. Só entrei depois que todo mundo já estava lá, divertindo-se há tempos. Esse eu me arrependi também por ter demorado, pois é uma excelente ferramenta, que encontrei diversos usos e gosto bastante.

Posso citar vários outros exemplos de adoção tardia, que hoje são essenciais pra mim: conexão ADSL, WordPress, Gmail, Dropbox, AdSense, SVN/GitHub, iPhone, óculos de sol, calça jeans, … :)

“Eu sou assim meio atrasadão, conservador, reacionário e caretão.” — Ultraje a Rigor

Para manter a tradição, hoje o lanterninha ataca novamente: finalmente entrei no Facebook.

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Publicado em por Aurelio Jargas e arquivado em Meu querido diário com as tags .

11 respostas a Entrei no Facebook

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  3. Devidamente assinado já! (:

  4. Aurélio V. Schuelter disse:

    Também sou assim chará, meu twitter tá as moscas porquê ainda não comprei um smartphone, já tô há uns 2 anos querendo comprar e ainda não me convenci. Tenho certeza que a hora que comprar não vou poder ficar sem.

    • Essa foi minha história com o iPhone. Levei anos pensando, analisando, avaliando, fazendo contas… Eu no final nunca me decidi, foi meu padrasto que acabou com a palhaçada e me deu um de presente de aniversário. Agora não vivo sem e me arrependo de não ter tido um antes :)

  5. Seria um exercício interessante tentar enumerar as coisas que você não adotou junto com todo mundo mas não se arrepende (talvez porque no final das contas todo mundo abandonou por não ser realmente útil). Esses ninguém nem mesmo lembra que existiram.

  6. Mario Rinaldi disse:

    Oi Verde, ve se dá pra colocar a url do seu perfil pra fb.com/verde :)

    abraços, e te adicionei! ;)

  7. migo disse:

    Fala Aurélio, blz!

    A pergunta que não quer calar é: E aí já decidiu qual vai ser a cor da nova capa do novo piazinho? ;-)!

    E como andas a produção do novo livro?

    Abraços.

  8. Ronaud disse:

    Bom saber que esse jeito “lanterna” de ser não ocorre só por aqui :) Sempre me senti meio “culpado” por não conhecer várias dessas coisas, mesmo trabalhando com internet e tal. Só que não dá! Simplesmente não preciso de tanto. Um abraço!

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