10 anos de SedSokoban

Agora que vi aqui no calendário, que ontem foi uma data especial: dia 15/3 marca o nascimento do meu “filhote” mais bizarro, o joguinho SedSokoban, que agora em 2012 completa 10 anos!

O clássico jogo Sokoban, escrito em Sed

Eita, mas olhar para essa foto antiga, além do saudosismo do joguinho em si, me traz lembranças de toda uma época: eu usava Linux, fvwm como gerenciador de janelas (.fvwmrc), e ali está o inseparável xterm, com sua tela preta e sua fonte… peculiar.

Era bom, mas hoje é tudo melhor. E viva o progresso :)

Quer rodar o SedSokoban agora, em sua máquina? Tá fácil. Vá num terminal e cole estes dois comandos:

wget http://aurelio.net/sed/sokoban/sokoban.sed
sed -nf sokoban.sed

Já aviso que a jogabilidade é horrível. Você deve apertar a seta e depois dar Enter, para cada movimento. Este é um jogo que não serve para divertir nem para passar o tempo. O seu grande mérito foi ter sido escrito usando uma ferramenta limitada, o sed, que não é uma linguagem de programação, mas sim um editor de textos! Coisa de nerd :P

Dá uma olhada no código-fonte dele. A parte boa está no final, depois dos mapas. Dez anos atrás, quando fiz este código, eu entendia ele. Hoje ele me dá medo :)

Estou pensando em talvez dissecar este código em um apêndice no (ainda não iniciado) livro de sed, igual fiz com as Funções ZZ no livro Shell Script Profissional.

Mas uma lição importante que este joguinho me ensinou, e que depois reaprendi com o MiGuXeiToR e outros, é que fazer coisas sérias/úteis não tem apelo popular. O povão gosta mesmo é de futilidades.

http://aurelio.net/blog/2009/07/03/10anos-sed/

Em 2002 [...] vi meu nome no maior site nerd da época: o Slashdot. Mas o motivo foi meio frustrante para mim. Pra ver como as coisas são: o sedsed levou meses para ficar pronto e exigiu todo meu conhecimento de Sed, ao extremo. Mas o que me deixou “famoso” foi o trabalho de uma única noite: ter feito o jogo Sokoban em Sed.

http://aurelio.net/blog/2008/05/22/um-ano-de-miguxeitor/

O MiGuXeiToR correu o país pela Internet, divulgado pelo boca a boca, até chegar à mídia tradicional. Dei entrevistas, vi meu nome em jornais, até de um programa de televisão participei. Tudo muito rápido e inesperado, nada disso foi planejado. Sem querer eu tinha criado um viral.

Olha, esse negócio de comemorar 10 anos das coisas faz eu me sentir tão… velho.

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