Dias agitados em Curitiba II

Aviso: Sim, eu sei. Esse texto parece uma boiolice de “Meu querido diário”. Fiquei na dúvida se publicava ou não. Não é isso que eu quero para o blog, mas é preciso experimentar para chegar num formato novo.

Contexto: Moro em Matinhos, mas precisei ir à Curitiba para o casamento do meu primo-irmão Nelson. Uma semana depois era a formatura do meu amigo Gastão. Para poder ir aos dois eventos, movi meu escritório (leia-se notebook) para Curitiba por alguns dias. Muita festa, mas também fiquei de cama olhando o teto.

  • Fui no casamento do Nelson.
  • Que Nelson?
  • O Júnior, meu primo.
  • Júnior?
  • É, o Feio.
  • Ah o Feio! Porque não disse logo…

Que apelido lazarento foram colocar no meu primo: Feio… Isso foi na adolescência, quando ele era skatista (roupas largas, touca de lã e calça caindo mostrando a cueca) e sofria com uma plantação de espinhas na cara. Apesar dele ter crescido e deixado o skate e as espinhas para trás, o apelido ficou. O cara é bonitão, mas se não falar que é o Feio, ninguém conhece.

Subi para a cidade cinza e gelada (Curitiba, você sabe) para a honra de ser padrinho no casamento dele com a Carla. Ela é um mulherão, loirona alta linda de olhos claros, gente boa. Quem diria que o “Feio” ia se dar bem? Algumas lembranças inusitadas da festa:

  • O sogrão subiu ao altar no meio da cerimônia com um velhinho tocador de sanfona (!?!) e juntos tocaram e cantaram “Segura na mão de Deus“. A letra deve ter sido repetida umas 5 vezes, mas sobrevivemos :D

  • Já na churrascaria, depois da janta teve uma apresentação gauchesca, com dança de pares, chula (aquilo de ficar pulando em cima de um cabo de vassoura) e apresentação com boleadeiras. Sabe aquilo de alguém segurar um cigarro para o cara acertá-lo com a boleadeira? Então, os dedos do meu primo devem ter ficados roxos…

  • Depois arrastaram as mesas, mudaram as luzes e começaram as músicas dançantes. Pulseiras brilhantes, perucas e máscaras foram distribuídas e o casamento virou uma rave. Feeeeeeesta! \o/

Foi bom ter aproveitado bem a festança, pois depois fiquei alguns dias de cama derrubado por uma inflamação na garganta, com febre alta e tremedeiras incontroláveis. “Bem-vindo à Curitiba”, pensei. Isso já é um ritual.

Felizmente melhorei a tempo de ir na formatura do Gastão. O cara é parceiro desde quando estudávamos no CEFET em 1992 e tínhamos nossas mega bandas toscas. Neocanibalismo era o nome da dele, junto com o Lovatel e o Paul. A banda já era, mas o Gastão continua escrevendo textos bem viajantes em seu blog. Viajantes mesmo, dê uma conferida.

Festa de formatura, turma de informática. Além do pessoal do CEFET que apareceu, também encontrei vários colegas de Conectiva. Os nerds estão mais sociais e Curitiba é um ovo. Novamente as músicas dançantes, as máscaras e as pulseiras psicodélicas. Novamente “dancei” alegre e desavergonhadamente. Me disseram que eu era o careta mais chapado da festa. \o/

Como é bom rever a família, os amigos e viver emoções diferentes. Isso não tem preço. Ei, já vi isso em algum lugar…

O Feio e a Carla estavam radiantes e felizes.
A Cris escolheu a camisa que fui no casamento.
A Larissa estava linda com seu vestido brilhante.
A Letícia brilhou com seu visual limpo e minimalista.
O Ângelo era o mafioso da noite, inteiro de preto.
A Rapha chocou a terceira idade com suas tatuagens.
Os Marinho deram o bolo (figurado) e os Ivankio deram o bolo (literal).

Rapha Tattoo 2

O Gastão continua o mesmo cara legal e sorridente.
A Gi continua linda com aquela cara de criança.
A Kau dispensou um, mas queria o outro.
O Kleber saiu, o Túlio ficou.
Y-M-C-A-!

Formatura Gastao
Amigos há 200 anos: Gi, Gastão, Kau, Aurélio

A Aline é a fêmea mais nerd que já conheci.
A Carla me disse verdades que eu estava evitando.
A Carol continua firme nos eventos nerdz.
A Débora não é mais tão feminista.
A Denise foi almoçar sozinha, infelizmente.
A Karla está feliz em Porto Alegre.
A Kimie mora longe.
A Mog diz-se ogra, mas é um doce.
O Rodrigo agora também é meu parceiro de bumerangue.
A UFPR e seus estereótipos continuam os mesmos, 10 anos depois.
O Uno foi para a oficina, como de costume.

Bumerangue Rodrigo

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